DE TUDO UM POUCO

Quando as coisas fazem sentido


porque

Desde pequeno eu sempre fui contestador, não adiantava me dizer porque sim, eu precisava de um sentido para acatar o que me diziam. Sou assim e creio que serei assim para sempre, seja no trabalho, no esporte, na vida em geral. Acho que por isso eu não gostava de matemática no colégio, pois apenas nos ensinavam a decorar fórmulas sem explicar onde elas poderiam ser aplicadas na vida real.

Eu sempre tive dúvidas em como as planilhas de treinamento eram montadas e porque são do jeito que são, porque as distâncias, as velocidades, as frequências cardíacas e sensação de esforço eram definidas. Porque ingerir algum alimento ou suplemento e assim por diante.

A única coisa que até hoje não entendi é o porque do português ter vários porques, por que, porquê…Só pode ser coisa de português, muito mais simples o why do inglês rs.

Na noite de ontem eu assisti uma palestra ministrada pelo meu treinador Roberto Lemos com o tema: Treinamento de Triathlon de Longa Distância.

Várias coisas que não faziam sentido ou que eu ainda não tinha conhecimento ou entendimento do porque elas eram assim, começaram a fazer sentido e que agora posso pesquisar melhor e me aprofundar caso seja necessário.

O primeiro tema abordado foi a fisiologia do exercício. Tema super interessante e que a grande maioria dos corredores e atletas talvez não tenha conhecimento, mas que explicam algumas coisas como zona aeróbica, anaeróbica, liminar anaeróbio, porque alguns atletas são mais velozes e outros mais resistentes. Eu também entendi que isso não pode ser feito individualmente, pois imagina para cada aluno que entra na assessoria dar essa mesma palestra.

Todo mundo tem os mesmos tipos de fibras, mas com predominância de algum dos tipos, sejam fibras de contração lenta do tipo I (vermelha) ou fibras de contração rápida do tipo II (brancas). Pude perceber e reconhecer em mim, mesmo sem um exame aprofundado que possivelmente eu tenha mais fibras do tipo I do que do tipo II. Não sou tão veloz, tenho perna fina, mas sou resistente.

De forma resumida você pode ver as diferenças entre os dois tipos de fibra:
FIBRAS DE CONTRAÇÃO LENTA (Tipo I) 
– Sistema de energia utilizado: AERÓBICO;
– Contração muscular lenta;
– Capacidade oxidativa (utiliza o oxigênio como principal fonte de energia);
– Coloração: Vermelha (devido ao grande número de mioglobina e mitocôndrias);
– São altamente resistentes à fadiga;
– São mais apropriadas para exercícios de longa duração;
– Predomina em atividade aeróbicas de longa duração como natação, corrida.

FIBRAS DE CONTRAÇÃO RÁPIDA (Tipo II) 
– Sistema de energia utilizado: ANAERÓBICO;
– Alta capacidade para contrair rapidamente (a velocidade de contração e tensão gerada é 3 a 5 vezes maior comparada às fibras lentas);
– Capacidade glicolítica (utiliza a fosfocreatina e glicose);
– Coloração: Branca;
– Fadigam rapidamente;
– Gera movimentos rápidos e poderosos;
– Predomina em atividades anaeróbicas que exigem paradas bruscas, arranques com mudança de ritmo, saltos. Ex.: basquete, futebol, tiros de até 200 metros, musculação, entre outros.

Tabela tipos de fibras musculares
Tabela tipos de fibras musculares

Isso distingue um velocista de um fundista. Em atletas de elite você pode fazer um teste e verificar a composição de cada músculo e direcionar o atleta para atividades que ele tenha melhor performance como por exemplo um corredor  com mais fibras do tipo II para provas de 100m e um que tenha mais fibras do tipo I para provas de fundo.

Eu fiz um resumo da palestra por tópico, o que já dá um norte para quem quiser se aprofundar e pesquisar sobre algum tema em específico. Agora já sei porque tenho que correr na segunda-feira, pedalar e nadar na terça, correr na quarta, pedalar e nadar na quinta, correr na sexta e nadarpedalarcorrer no sábado hahaha.

Tópicos Palestra Endurance – Roberto Lemos 25/02/2014

Noções de fisiologia:

Idade, peso, altura tem influência  na performance, assim como a herança genética.
Fibras musculares tem recrutamento diferente. Fibra vermelha atleta de fundo, fibra branca atleta velocista.
Sistemas de produção de energia ATP, glicólise anaeróbia e aeróbia. Aeróbio baixa intensidade e longa duração. Anaeróbio alta intensidade e baixa duração.
Produção de enzimas, mitocôndrias aumentam de tamanho em atleta treinado.
Vo2 Max, volume máximo que o corpo consegue “pegar” de O2 do ar que está dentro dos pulmões, levar até os tecidos através do sistema cardiovascular e usar na produção de energia.
Limiar anaeróbio (>produção de lactato e < velocidade de remoção )

Treinamento:

Especificidade
Sobrecarga
Individualidade biológica (cada pessoa responde de uma forma ao trieno)
Reversibilidade (treina melhora, para piora).

Planejamento:

Periodicidade
Fase em macrociclos e mesociclos= base, específico, competitivo e transitório.

No período de preparação devem ser criadas e também desenvolvidas algumas premissas para o aparecimento da forma desportiva que envolve duas etapas: a de preparação geral e específica, a geral, durante a qual se enfatiza a preparação física e o componente geral do treinamento, além de haver predominância do volume sobre a intensidade; a etapa específica caracteriza-se pelo aperfeiçoamento das habilidades técnicas e táticas e pela predominância da intensidade sobre o volume do treinamento. Já o período Competitivo, tem por objetivo que o atleta atinja o peak, ou seja, o nível de desempenho máximo. Por fim o período de Transição que deve possuir um caráter de descanso ativo, proporcionando ao atleta uma recuperação física e psicológica (MATVEEV, 1991 apudPASCHOALINO e SPERETTA, 2011).

Para cada tipo de prova/distância um planejamento diferente.

Técnica:

Natação: posição corpo na água, deixar a cabeça dentro da água ajuda as pernas flutuarem.
Deixar o cotovelo mais alto que ante-braço na entrada da água, melhora a eficiência. Olhar para frente para auxiliar na navegação.

Bike: pedalada redonda, puxar/aliviar no retorno da pedalada, economia de energia.
Pedalar em cadência mais alta entre 90 a 180 RPM. Não adianta pedalar forte em cadência baixa. Há exceções.
Potência = velocidade + cadência, valor em watts.

Corrida: treinar para pisar com o médio pé e 90 passos/min melhora eficiência. Projetar o tronco ajuda, pois muda o centro de gravidade.

Treino, alimentação e descanso.

Treinamento mental é 50% o restante é condicionamento físico, equipamento e técnica.

O que nos move no esporte, qual teu desejo/sonho/objetivo?

Foco no treinamento mental!!!!
Bons treinos.

Correr para crer!

Fonte:

PORTAL EDUCAÇÃO – Cursos Online : Mais de 1000 cursos online com certificado
http://www.portaleducacao.com.br/educacao-fisica/artigos/17408/diferencas-entre-os-tipos-de-fibras-musculares#ixzz2uRnTQT44 acessado em 26/02/2014 as 13:45

http://www.clinicahomeostase.com.br/mensagens/461.pdf acessado em 26/02/2014 as 13:45

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