CORRENDO POR AÍ

Quando a maré não está para peixe


imagem: Fetrisc
imagem: Fetrisc

Todo mundo reclamou tanto do calor (inclusive eu) que São Pedro resolveu se vingar. Mandou uma frente fria na quinta-feira que pegou em cheio todo o litoral leste brasileiro, com chuva, vento e frio. Por um lado foi ótimo para refrescar e amenizar um pouco a falta de água que já começa a preocupar em algumas cidades, mas complicou algumas provas como a primeira etapa do Catarinense de Triathlon na praia de Navegantes/SC e também o Internacional de Santos no litoral paulista.

Em Santos os relatos que eu vi foi de um caos completo, sem condições de nadar no mar em função do clima, os profissionais entraram, nadaram 12 minutos e saíram e a grande parte de triatletas amadores apenas pedalou e correu e houve muita desorganização da prova pelo que vi no Facebook.

Já em Navegantes a grande maioria já sabia da possibilidade da prova virar um Duathlon e foi o que aconteceu.

Muito vento do quadrantes sul/sudeste e a ressaca no mar foi decisivo para o Corpo de Bombeiros e a Fetrisc optarem pelo Duahtlon no formato de 2,5k/20k/5k..

Aproximadamente 130 atletas alinharam na largada e o bicho pegou. Eu nunca havia corrido abaixo de 4min/km e foi assim na primeira corrida que acabou com a distância de 3300m mais ou menos, fechei em 13:29″. A bike com vácuo liberado foi insana, pois era necessário formar um pelotão para vencer o vento contra no percurso e para se manter nele tinha que puxar também e socar a bota. Fechei o pedal em 37:34″, boa média de 32,8km/h considerando a ventania foi ótimo.

O resto de energia era para usar nos 5k finais de corrida e logo que entreguei a bike na T2 e iniciei os primeiros metros de corrida comecei a sentir aquela dor lateral no abdômen, acho que por ter bebido um pouco de água antes de correr, sei lá, só sei que corri o tempo todo com aquele desconforto.

Usando o resto de perna que eu tinha fechei os 4,85k que meu relógio marcou para fechar a prova em 22:47″ e pegar minha suada medalha. Sprint é coração na boca o tempo todo.

nave prova tri

Uma pena foi o pneu furado do parceiro Dimitri que vinha fazendo uma ótima prova na terceira volta do pedal.  Em uma prova de sprint não vale a pena parar e trocar, mas é algo que pode acontecer com qualquer um e em qualquer prova e temos que saber lidar com a frustração também, faz parte. Força brother, vamos para a próxima.

Valeu a perceria do Gui e do Fernando, além de toda a Raça da Ironmind.

Correr para crer, se não der para nadar, corra!

Foto Ironmind
Foto Ironmind
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2 comentários em “Quando a maré não está para peixe

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