TREINANDO

Ontem e amanhã


“Ando devagar
Porque já tive pressa
E levo esse sorriso
Porque já chorei demais

Hoje me sinto mais forte,
Mais feliz, quem sabe
Só levo a certeza
De que muito pouco sei,
Ou nada sei…”

Depois de 11 dias sem poder correr e 4 sessões de fisioterapia eu tinha uma missão: Trotar e ver se a dor no joelho se manifestava ou se ela não iria aparecer, 30 minutos de corrida seriam suficiente para saber como eu havia respondido a fisio e qual os próximos passos no tratamento.

O engraçado é o lado psicológico, a sensação de que poderia doer faz com que o receio tome conta de você. Se alguém já se lesionou sabe do que eu estou falando. Parece que lhe falta coragem, que a qualquer momento vai doer, mas você ainda nem começou a se movimentar, ainda está parado.

Nestes dias sem corrida, pedalei 235km e nadei 6km, sendo 3k no mar e o resto na piscina, dessa forma eu sabia que o Condicionamento físico estava em dia. Acho que o maior medo também era tentar correr e quebrar 500m depois, ainda mais depois que li uma matéria na contra-relógio que falava sobre corredores que nas férias paravam de correr e perdiam o condicionamento, não era o meu caso, mas vai que.

Os finais de semana em Floripa tem proporcionados ótimos dias para treinar, mas neste sábado, embora o belo dia de sol, estava uma ventania que não possibilitou nadar no mar, estava muito complicado e logo de cara abortamos. Fizemos um brick de pedal e corrida (meu teste).

Nos últimos treinos coletivos estamos fazendo preparação física para a corrida, com exercícios funcionais de aquecimento, propriocepcão e educativos e confesso que é bom fazer esse trabalho antes de nadar, pedalar e correr.

No aquecimento sai de boa e corri uns 16 minutos que deu 3k e uns quebrado e não senti nenhuma dor, embora o receio fosse enorme. Passado esse primeiro teste fiquei mais confiante e realizei os demais exercícios de agachamento, prancha e os educativos e em seguida partimos para o treino efetivo.

O pedal foi muito difícil, vento muito forte de mais de 30km/h o tempo todo de frente ou de lado e em poucos momentos pegávamos um ventinho a favor. Rodamos uns 8k e o pneu do meu parceiro Fernando furou, geralmente eu é que sou o azarado de plantão, mas na bike nova já rodei mais de 400k e ainda não tive nenhum problema.

Como tivemos esse imprevisto reduzimos o pedal que era de 40k para 30k, pois ficaria muito tarde para correr, pois já passava das 10h e ainda havia o vento para vencer, esse freio natural que fez os músculos das pernas queimarem para mantermos um média de 27,8km/h.

Uma transição rápida e fui correr. Achando que estava trotando olhei para o Garmin e nem acreditei que estava correndo a 4min/k sem dor, mas por precaução reduzi o ritmo para não forçar muito. Mesmo reduzindo a velocidade não consegui correr mais lento que 5:20min/km e por mais que eu tentasse sem querer aumentava a velocidade.

Corri 5k em 26:30 sem dor alguma e fiquei feliz da vida, pois há 11 dias nos mesmos 5k eu senti uma dor horrível correndo muito mais lento que dessa vez. Passei no teste e já posso começar a agradecer a minha Fisioterapeuta Fernanda Ávila pelo trabalho que estamos fazendo, ainda faltam 6 sessões e depois manutenção dos exercícios.

Meu problema foi resultado do relaxamento nos alongamentos, por matar os exercícios de fortalecimento etc. Dessa vez cheguei em casa e fiz os alongamentos que ela prescreveu bem devagar e com calma, pois agora “ando devagar pois já tive pressa…”

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